O iceberg tem o formado de uma mesa gigantesca, medindo cerca de 170 quilômetros de comprimento por 25 quilômetros de largura e área total de 4.320 km². Levando em conta que a capital de São Paulo tem 1.521 km², dá para imaginar que a área desse novo iceberg corresponde a 3 vezes o tamanho de SP.
De acordo com a agência europeia, quem avistou o A-76 pela primeira vez foi o oceanógrafo polar Keith Makinson, integrante do Centro Britânico de Pesquisas Antárticas, na semana passada. O Instituto Nacional do Gelo dos Estados Unidos confirmou o desprendimento do iceberg usando as imagens do satélite.
Opiniões divididas sobre mudanças climáticas
Segundo o diário britânico The Guardian, os cientistas da US National Snow & Ice Data Center acreditam que as alterações climáticas estão acentuando a desintegração da Antártica. O centro das atenções é a plataforma de gelo Ronne, que se liga ao continente do Polo Sul.
Opinião contrária é a de Ted Scambos, investigador de glaciares na Universidade do Colorado, em Boulder.
Citado pela Reuters, Scambos explica que Ronne e outra enorme plataforma de gelo, o Ross, “têm se comportado de maneira estável e quase cíclica” durante o século passado ou mais.
Acrescenta que o A-76, provavelmente, acabará por se dividir em dois ou três pedaços, brevemente, e que o fenômeno não está associado às alterações climáticas.
fonte: olhar digital / NSC total